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Fauna e Flora

FAUNA

 

O conjunto de espécies animais, que povoam uma região, deve-se a factores que contribuíram e contribuem para a distribuição dos animais, isto é, a constituição da fauna da região. Estes factores dividem-se em primários e secundários.

Os factores primários são as causas directas que determinam a dispersão da espécie: o modo de deslocamento, a potência de locomoção de cada espécie animal e o seu modo de vida, dependente do meio ambiente.

Os factores secundários, não tendo influência directa na fauna da região, exercem a sua acção indirectamente. Em primeiro lugar, o regime alimentar, porque os animais só se fixam em regiões cujos alimentos estão de acordo com as suas necessidades. Outro factor importante é a acção do clima que, tendo grande influência nos vegetais, contribui para a distribuição dos animais, sobretudo dos herbívoros.

Para além destes dois factores há ainda a considerar os acidentes geográficos da região, que podem constituir barreiras intransponíveis.

Na região de Canedo existe uma fauna bastante diversificada.

 

MAMÍFEROS

 


Nome vulgar das várias raças e variedades da espécie Lepus Cuniculus, espécie cosmopolita como animal doméstico, é particularmente abundante no estado selvagem, na Europa Meridional e Ásia Setentrional.

É frequente em regiões herbáceas, florestas, zonas de cultura e regadio. Encontra-se sobretudo ao anoitecer.

Tem o corpo comprido, recoberto de pelo fino e acetinado; orelhas grandes e peludas exteriormente; olhos salientes e laterais.

Nome vulgar dos mamíferos carnívoros da família dos canídeos. Vive em toda a Europa e na Ásia Setentrional.

Adaptada a qualquer ambiente desde desertos até às zonas frias, prefere os meios diversificados, desprezando as florestas densas e as grandes extensões cerealíferas.

Animal de cabeça larga, fronte achatada, focinho alongado e ponteagudo. Os olhos são oblíquos e as orelhas levantadas, largas na base e estreiras na extremidade. O pelo é abundante, fazendo-a parecer um animarl de corpo grosso. As patas são finas e curtas.

Nome vulgar dos mamíferos carnívoros da família dos Mustelidius. É um animal voraz, mais ávido de peixe que de carne. Vive junto aos cursos de água, construindo ninho com pedaços de musgo por baixo das raízes dos arbustos, que rodeiam as margens. É uma espécie nocturna.

A fêmea é mais pequena que o macho, tem o pelo claro, orelhas arredondadas, curtas e pouco salientes, fáceis de tapar com a membrana.

A sua pele é de grande beleza.

Nome vulgar dos mamíferos insectívoros da sub-ordem dos erinacídeos. É um animal de pequenas dimensões, que não excede os 40 cm. A fêmea é maior que o macho. Tem o focinho alongado em tromba; boca fendida largamente, orelhas amplas e olhos negros e pequenos. O corpos e os flancos estão cobertos por picos rijos.

Presente em todas as áreas onde existam arbustos, sebes e nas orlas das florestas. Habita junto de aldeias e pequenas cidades, bem como em jardins.

É nocturno e está praticamente activo ao crepúsculo e ao amanhecer.

No outono, hiberna, mantendo-se em sono profundo até Março.

Uma das suas defesas é a forma como se enrola nos espinhos, formando uma bola quando se sente ameaçado.

Nome vulgar dos mamíferos roedores, do grupo dos Miomorfos, família dos Murídeos, tribo dos Muríneos. É animal cosmopolita de que se conhecem aproximadamente 180 espécies.

Os ratos são animais de corpo relativamente curto e baixo, crâneo alongado, cabeça cónica e focinho ponteagudo.

Na região de Canedo conhecem-se três espécies:

 

RATO DA SERRA OU DOS POMARES (Eliomys quercinus)

Apreciador de pomares, podendo aparecer em jardins ou entre as rochas.

O rato da serra engorda até setembro e hiberna até abril. Vive de noite.

 

RATO D’ÁGUA (Arvicola sapidus)

É um nadador exímio e depende da presença de água.

Vive nos canais. É diurno.

 

RATO DO CAMPO (Microtus agrestis)

Escolhe locais húmidos, com vegetação rasteira.

Constrói túneis, pouco extensos, abaixo da superfície do solo.

 

AVES

 

Nome vulgar das aves gruiformes, família das Ralídeas. É uma ave de bico direito, cónico, finamente serrado, amarelo; narinas fendidas; cauda curta e arredondada e dedos compridos. A plumagem, na parte superior, é de cor verde azeitona; no resto do corpo, cor de ardósia. A cauda é preta a branca.

Vive em zonas alargadas ou cursos de água; é uma ave sedentária que nada e mergulha com facilidade, mas não com frequência.

Pequena ave da ordem dos pássaros cornirrontros.

Vive em campos abertos, margens fluviais e lacustres, e passa o inverno em Portugal. Forma grandes grupos para dormir nos caniçais ou pomares.

Pássaro fissinostros. O seu nome significa “noite boa”.

Passa o verão em Portugal, habita as zonas arborizadas dispersas, clareiras de florestas e também charnecas.

O canto do noitibó emropeu é um dos mais belos sons da noite de verão portuguesa.

Nome vulgar do género cuculo, é uma ave de corpo elegante; bico pequeno e fraco, levemente arqueado, gradualmente comprimido até à ponta; asas e cauda compridas. Corpo coberto de penas, com a região periorbitária um pouco desnudada.

Habita as zonas arborizadas, campos abertos e vertentes das montanhas. É ave migratória, que chega a Portugal na primavera, para criação, voltando a partir no outono.

 

PEIXES MISTOS (MAR E RIO)

 

Peixe de água salgada que vai desovar ao rio, na primavera.

É um peixe de corpo grande, alto e comprimido lateralmente, coberto de escamas grandes e arredondadas, com numerosas estrias finíssimas; linha dorsal quase arqueada; cabeça curta e alta, triangular, muito comprimida, boca fendida obliquamente; dentes e olhos pequenos.

Peixe de corpo alongado, um pouco comprimido nos flancos, coberto de pequenas escamas, lisas e aderentes; perfil dorsal pouco arqueado e perfil ventral um pouco mais convexo; cabeça regular, boca muito fendida, munida de três a quatro dentes de cada lado; olhos pequenos, situados a uma distância quase igual da extremidade do maxilar superior e do perdil da cabeça. A cor do dorso é de um verde ou azul escuro, os flancos mais claros ou acinzentados e o ventre branco prateado, com reflexos nacarados.

Passa o inverno no mar, e sobe os rios na primavera, para desovar.

A carne de salmão é muito apreciada, quer fresca quer fumada.

Peixe do Mar dos Sargaços, em forma de cobra, é muito abundante nos rios de Portugal.

Quando sobe os cursos de água, o comprimento varia entre 25 e 30 cm. As dimensões variam, conforme se encontra a maior e menor distância dos ridos e segundo a época do ano, podendo atingir o peso de 2 a 3 quilos. Nas águas vivas e correntes, a sua carne adquire qualidades especiais que a tornam muito procurada e apreciada.

É um peixe de pele viscosa e escorregadia.

Nome vulgar de um peixe semelhante ao linguado. Também é conhecido por parracho, pregado e rodovalho. Peixe de corpo oval e chato.

Peixe de corpo alongado, um pouco comprido, escamas regulares; boca protáctil, dentes vermiformes nas maxilas, no vómer, nos palatinos e na língua, em três séries; escamas na cabeça.

A cor do dorso e flancos é cinzento plúmbeo, com reflexos azulados, mais claro nos flancos e branco prateado no ventre.

Peixe do mar e rio, de carne muito apreciada.

 

PEIXES DE RIO

 

Género de peixe teleósteos fisóstomos, da família dos salmonídeos. Conhecem-se três espécies em Portugal: fario, irideus e marnie.

Apresentam algumas diferenças na cor e no tamanho, sendo a mais vulgar o fario.

As trutas são dos melhores peixes que vivem nas nossas águas doces, exigindo que estas sejam límpidas, agitadas, mesmo de corrente muito forte, com fundo pedregoso e sem salinidade. Por isso, vivem, de preferência, na parte superior dos rios e seus afluentes.

Em Canedo, na estrada que liga a freguesia do Vale à freguesia de Rebordelo, junto à margem do rio Inha, encontra-se um viveiro de trutas, pertencente a um particular. A sua actividade data de 1982.

A produção anual atinge aproximadamente os 4 milhões de peixes.

A reprodução das trutas dá-se entre os meses de outubro a maio, a sua gestação dura entre 3 a 4 semanas.

A temperatura da água oscila entre os 6 e os 18ºC, sendo a média ideal 10ºC.

As trutas são alimentadas com granulado e farinha.

Os viveiros funcionam neste local apenas como maternidade. Quando as trutas atingem um determinado tamanho, são transportadas para outros viveiros, na serra do Gerês. Estes viveiros pertencem à mesma pessoa, de onde sairão para serem comercializadas, ao atingirem o tamanho ideal.

O seu transporte é feito em camiões-cisterna, equipados com oxigénio.

Peixe ostariofísio, da família dos Ciprinídeos, género ciprino. É um peixe de corpo alongado, um pouco alto e comprimido lateralmente, arqueado no dorso e recobero de grandes escamas. A cabeça termina por focinho obtuso, boca fendida, lábios grossos, dentes faríngeos, curtos e grossos.

Peixe de água doce. Prefere os lugares lamacentos.

Género de peixes fisóstomos, da família dos Ciprinídeos. Peixe de corpo alongado, barbatana dorsal e anal curtas e altas, cauda em forquilha, focinho aguçado, com dois pares de barbilhos.

Existem aproximadamente duzentas espécies.

Peixe de água doce, existindo também, uma espécie no mar, cujo nome é barbo do mar. Ao contrário do barbo do rio, que é bastante apreciado, o barbo do mar não é utilizado na alimentação.

 

CICLÓSTOMOS

 

Nome vulgar dos ciclóstomos, da família dos Petromizontídeos, que vivem nos rios de Portugal. Mede aproximadamente 80 cm, e tem forma mais ou menos cilíndrica, comprimindo-se lateralmente e gradualmente para a cauda, que termina numa barbatana; pele lisa, sem escamas, muito escorregadia; a cabeça não se distingue do corpo; é provida de uma boca circular, com lábios grossos, dentes cónicos. Tanto o dorso como os flancos têm a cor cinzenta acastanhada ou esverdeada com manchas negras; o ventre é esbranquiçado ou amarelado.

Sobe os rios durante a primavera, época em que é pescada. A sua carne é muito apreciada por ser excelente e delicada.

 

ANFÍBIOS

 

Batráquio sem cauda, semelhante à rã, de hábitos terrestres, excepto na procriação, em que procura água. É um animal de boca grande e fendida, sem dentes, língua mole na parte posterior; parótidas muito desenvolvidas, dedos posteriores unidos por uma membrana interdigital.

É uma espécie terrestre, que prefere os terrenos arenosos ou pouco consistentes, mas que se adapta a outros solos. Abriga-se em galerias verticais, que escava com os esporões, alojando-se no ponto mais profundo, durante meses, saindo para o exterior quando chove.

Esta espécie tem tendência a atingir taxas demográficas muito elevadas. É bom nadador, mas em terra salta de uma forma desajeitada.

Nome vulgar das espécies de batráquios anuros, família dos Ranídeos. É um animal vulgar e conhecido de todos. Cabeça curta, quase tão larga como comprida, levemente triangular que termina por focinho obtuso ou ponteagudo; os olhos grandes salientes e dented do vómer em dois grupos; língua espessa, pele lisa ou rugosa.

Encontra-se em águas correntes de rios e ribeiros e em águas paradas de charcos e pântanos.

O seu sistema respiratório está especialmente adaptado ao mergulho, requerendo apenas ocasionais vindas à superfície, onde se deixa flutuar, com a perte superior da cabeça emersa.

 

RÉPTEIS

 

Nome que se dá vulgarmente aos répteis da ordem dos ofídeos e, mais particularmente, às várias espécies da família dos Colubrídeos. Conhecem-se nesta família cerca de trezentas espécies, espalhadas por todo o mundo, que se distinguem, principalmente, pelo número, forma e disposição das escamas cefálicas e dorsais. As cobras existentes em Portugal são colubrídeos dos géneros: Calopeltis Bonap., Coronela Laur, Elefis Aldr., Periops Wagl., Tropidonoto Boie., Zamenis Wagl.

Têm cabeça chata e alongada, corpo alongado e cilindrico, cauda medíocre em relação ao corpo, que é recoberto de escamas, de coloração, forma e arranjo variável com as espécies.

Na região de Canedo encontra-se a cobra d’água que pertence ao género das Tropidonotus viperinus boie.

Vive junto dos rios e ribeiros. É uma espécie activa durante o dia, e hiberna durante o inverno, em tocas de outros animais.

Género (Salamandra Laurillard) de batráquios mdelos da família dos Salamandrídeos, tribo dos salamandríneos. É conhecida vulgarmente não só pelo nome do género, como ainda por salamandra terrestre, salamantiga e saramantiga.

É um animal de corpo nú, brilhante, com a cabeça achatada, maxilas providas de dentes numerosos, pequenos e frágeis, cauda comprida, quatro patas iguais e do mesmo comprimento; pés com quatro dedos livres e sem unhas.

Vive nos cursos de água ou charcos, refugiando-se durante o dia, saindo só à noite, para se alimentar.

 

 

 

FLORA

 

A flora é o inventário das espécies que ocupam um espaço qualquer, bem delimitado, da superfície terrestre. Deve distinguir-se da vegetação, que corresponde ao conjunto das formas biológicas, que dão à paisagem o seu aspecto característico e cujas condições ecológicas reflete. Pode considerar-se a flora de um continente, de uma ilha, de um país ou de uma região.

Há várias designações de flora:

  • Cultivada (plantas cultivadas)
  • Invasora (ocupação de local não apropriado)
  • Medicinal (plantas de acção medicinal)
  • Melífera (plantas procuradas pelas abelhas para o néctar)

As espécies que constituiem a flora da região de Canedo são:

O carvalho é uma árvore de grande longevidade (aproximadamente 2000 anos). Esta árvore produz a bolota, que, durante muito tempo, serviu de alimento às populações proto-históricas do Noroeste Peninsular, bem como de sustento para os animais.

Após a semente caída na terra, a raiz ramifica-se no solo e o caule, que se torna verde, desenvolve-se no ar, em ambiente iluminado.

O caule principal perde cedo os ramos da base e forma um tronco poderoso (de 20 a 25m de altura), que tem, na parte superior, fortes ramos e uma imponente copa, cuja altura é, por vezes, igual à do tronco.

O carvalho é uma árvore de folha caduca, cuja folhagem renasce no alto dos ramos, com a Primavera.

Adapta-se a valores médios de temperatura, entre od 16 e 18ºC, em Janeiro, e 14 e 25ºC, em Julho. Aparece sobretudo em zonas planas, não ultrapassando, em altitude, os 500 a 600 metros.

Começa a dar flor quando atinge quarenta anos.

A partir do momento em que as raízes não conseguem alimentar toda a estrutura que se encontra fora do solo, a árvore entra em declínio. É atacada por toda a espécie de fungos parasitas, que lhe perfuram o tronco, transformando a madeira numa massa deslenhificada e sem resistência.

O carvalho é uma angiospérmica (plantas com plores, frutos e sementes).

As espécies deste género são originárias do hemisfério norte.

Actualmente, existem vários híbridos que têm maior interesse económico do que as espécies indígenas, pois são árvores de crescimento.

A designação normal é de árvores monóicas, caducifólias, da família das salicáceas, com folhas usualmente ovadas ou triangulares. Flores, dispostas em cachos espiciformes, pendentes, que aparecem antes das folhas, geralmente de Fevereiro a Abril. O fruto é uma cápsula.

Os choupos são árvores de grande porte, exigentes em luz e, geralmente, preferem os solos frescos, férteis e bem arejados, e reagem desfavoravelmente a uma acidez elevada do solo.

Podem cultivar-se em povoamentos, maciços, cortinas de abrigo, por vezes associadas à agricultura, e nas margens dos cursos de água.

Algumas espécies têm também o nome de álano e faia.

Árvore gigantesca da família das mitáceas, caracterizada por flores solitárias ou dispostas em cumieiras, às vezes paniculadas, de cálice com limbo endimentar.

Compreende cerca de 230 espécies de árvores, geralmente elevadas e de rápido crescimento; algumas são arbustivas.

A madeira do eucalipto é dura, compacta, densa de vasos sensivelmente iguais, no corte transversal, dispostos em linhas oblíquas e espaçadas, mudando de direcção.

As folhas de eucalipto em pó, empregam-se para calmo brônquico e gangrena pulmonar. Para uso externo, emprega-se em vaporização.

Árvore de folhagem sempre verde pertence à família das oleáceas cujo fruto á a azeitona. Vegeta em quase todos os terrenos, adapta-se às asperezas climáticas, preferindo solos fundos e permeáveis, em que não faltem cal e potassa, indispensáveis à boa criação dos seus frutos. É muito sensível às variações bruscas de temperatura, preferindo clima temperado e constante.

Como é árvore de folha persistente, não tem defesa contra a quadra invernosa. Pode ser reproduzida por sementeira dos caroços de azeitona ou por plantação do zambujo (oliveira brava).

Após a plantação é indispensável dar-lhe algumas regas, bem como durante os dois verões imediatos.

É muito cultivada em Portugal e compreende diversas castas.

A situação geográfica do País permite receber o calor suficiente para a sua frutificação; os seus limites naturais são o mar e a altitude.

A oliveira é uma árvore preciosa que os portugueses devem acarinhar, porque o seu produto, quer para consumo, quer para exportação, constitui uma fonte de riqueza.

Além da azeitona, donde se extrai o azeite, a oliveira também nos dá a madeira, de coloração amarela. A sua contextura é húmida e dura, trabalha-se com facilidade e tem várias aplicações, mas esta madeira é obtida apenas das pernadas que haja necessidade de decepar, porque em Portugal é proibido cortar ou arrancar oliveiras, salvo motivos de força maior e para os quais é necessária autorização especial.

Planta conífera pertencente à família das gimnospérmicas.

Apresenta, na mesma árvore, cones masculinos e cones femininos, a descoberto, sendo a produção de cada cone masculino da ordem de milhões de esporos. Quando um esporo cresce até atingir uma célila feminina, une-se a esta directamente e origina uma semente que irá reproduzir-se no solo, espontaneamente.

O pinheiro é tolerante a todo o tipo de solos.

Planta que vive nos sítios húmidos e nas margens dos rios, lenhosa, de rizoma comprido e rastejante, colmos atingindo cerca de 4 metros, folhas lanceoladas, glaucescentes com a língua formada por pêlos curtos e iguais, pelo que se distingue bem da cana; panícula grande, densa, muito ramosa, violácea ou amarelada. O caniço malhado encontra-se nos lugares húmidos do Minho, Beiras, Estremadura e Alto Alentejo.

O feto, tal como o carvalho e o pinheiro, possui um caule, embora subterrâneo, e raízes com vasos lenhosos. É uma planta sem flores, sem sementes e sem frutos.

Reproduz-se por meio de minúsculos esporos, visíveis apenas ao microscópio e que nascem em sacos especiais chamados “esporângios”, que se podem ver agrupados na face inferior das folhas.

Nome comum a várias plantas subarbústeas que crescem nos matos; da família das leguminosas, tribo das genisteas, de ramos cilíndricos, medulosos, folhas unifoliadas pouco numerosas; flores amarelas cheirosas; vagem comprida, primeiro vilosa, negra na maturação. Encontra-se nas sebes, matos e bosques, em todo o País, principalmenteno centro e no sul.

A giesta teve muita importância na terapêutica antiga.

A cinza desta planta é um bom diurético. A semente recomenda-se para as hidropisias do peito.

Há várias espécies de lírios, sendo a mais frequente nesta região o lírio-amarelo dos pântanos, também chamado de lírio d’água. É uma planta rizomatosa da família das iridáceas de folhas uniformes, com as flores pedunculadas dentro das brácteas; tubo do perianto muito curto, pétalas amarelas, as externas com a face interior da unha glabra, unha comprida e nervuras purpúreas e as internas erectas, muito mais curtas, sublineares.

Também denominado ácoro-bastardo, é frequente nos rios e charcos de Portugal.


Planta hortense, herbácea, da família das pologonáceas, pertencente à flora medicinal, é frequente em quase todo o País, no estado espontâneo e também cultivada nas hortas, para fins alimentares. O seu nome provém da presença de ácido oxálico ao qual se atribuem as propriedades como refrescante e diurético.

É empregue como medicamento, nas doenças cutâneas, laxante nos embaraços gástricos, nas febres biliosas, no escorbuto e na gonorreia. Em pequena dose é um temperante.

A azeda comum é uma planta dióica, tem pés masculinos e femininos. Multiplica-se por rebentos, na Primavera. Exije terrenos ricos e bem regados.

As azedas cultivadas ao sol são mais ácidas, ao contrário das que são criadas à sombra.

Planta da família das labiadas, caracterizada por folhas superiores séneis, obtusas, reticulados-nervosas, espiga subcilíndrica; cálice campanulado, corola, de ordinário, branca. Encontra-se em todo o País.

A espécie híbrida é planta oriunda de lugares cultivados, com os dentes do cálice mais alongado e folhas verdes nas duas páginas. Planta vivaz, própria dos lugares húmidos.

Há várias espécies de hortelã, entre as quais a madeirense Mentha longifolia, que se encontra no Continente, nas margens do Douro, próximo de Gaia, incluindo a freguesia de Canedo, nas margens do Inha.

A hortelã pimenta é usada como estimulante. Usa-se sob a forma de infusão, essência, tintura, pastilhas e xarope.


Os musgos pertencem à classe das briófitas. Formam, geralmente, um tapete verde e mole nos sítios onde chega a luz do sol. Apesar do seu pequeno tamanho, deixam ver orgãos que podem chamar-se caules e folhas; mas a planta não tem raízes, é desprovida de lenho e não possui vasos. Também não se encontram nela flores, frutos ou sementes.


(SOUSA, Orquidea; DIAS, Maria; BARROS, Abel – S. Pedro de Canedo, Apontamentos para a sua Monografia, 1997)