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Festa de S. Pedro (Festa do terrão)

Esta festa realiza-se no lugar de Mosteirô, apesar de não existir uma capela para a realização da romaria. Costuma ocorrer na mesma altura que a festa de S. Pedro no lugar do Mosteiro, ou seja, por volta do último fim de semana do mês de junho.

 

CURIOSIDADE

“Procissão dos Terrões”

Não tem paralelo por esse Mundo fora. Só em Espanha há coisa parecida, com a célebre “Tomatina” que na última 4ª Feira de Agosto na pequena localidade de Buñol perto de Valência, põe todos contra todos, à tomatada. É caso para se dizer: é preciso tê-los no sitio, que são as mãos, para participar já notaram que o que é preciso, são tomates. Depois, é esborrachá-los na cara ou qualquer outro sitio que acertem, uns nos outros.

Pois em Canedo, guerra parecida, acontece todos os anos no recôndito lugar de Mosteirô, já bem perto do Rio Douro. É pela altura dos festejos em honra de S. Pedro que ali se realizam. Em vez de tomates, a arma ali utilizada, são os TERRÕES. Não faz parte do cartaz da festa mas é por tradição o seu ponto alto. É apelidada de “Procissão dos Terrões”. De religioso, só mesmo o nome, quanto ao resto, é totalmente pagã. As únicas preces que se fazem, é que para a pontaria esteja afinada. É que aquilo é um espécie de paintball, em que a tinta é substituída pela terra. Radical q.b.

E o que são terrões perguntam vocês? É a arma de arremesso que se utiliza nesta autêntica batalha campal e aqui o nome é mesmo apropriado, já que vão buscá-los aos campos, que não faltam no lugar, arrancando pela raiz tufos de erva, que quanto mais terra trouxerem agarrada, mais letais se tornam . A chuva que caiu nos últimos dias, deu uma boa ajuda. Ficaram mais pesados. Logo, maior velocidade e mais longo alcance.

Terminada a festa por volta da meia noite com a tradicional salva de morteiros, só fica mesmo para a procissão quem é verdadeiramente crente. Festeiros do lugar e das vizinhanças todos, ligeiros, abandonam o arraial porque bem sabem, em breve aquilo vira campo de batalha e, o terreiro da luta tem um nome: EN223. Alastra a caminhos circundantes, numa autêntica luta de guerrilha, onde não faltam as respectivas emboscadas.

As munições, essas já foram previamente trazidas para os diversos paióis dispostos nas cercanias. As hostilidades começam com os terrões a voar em todas as direcções. Ali, não há amigos nem inimigos. Tudo o que mexe é o alvo a abater, salvo seja.

Nas vítimas, os estragos são de pouca monta. Mais olho menos olho com terra ou, aqueles que andam com a boca aberta, ficam engasgados com algum terrão que lhes acertou em cheio na dita. É o que se chama no golfe, um “hole in”. Coisas de pouca monta, que não se resolvam, no final da refrega, no café da terra, onde todos se reúnem a comentar as peripécias dos combates e a sarar as feridas com umas cervejolas, decretando o armistício até ao próximo ano.

INFORMAÇÕES

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